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CuSpIdO pOr ToDoS

CuSpIdO pOr ToDoS
O tempo se passou tão rápido, mas não como de costume (quem estar de perto da história do Zine, sabe do que estamos falando). Porem nosso hábito é não sermos costumeiros. Talvez sejamos os mais disciplinados da teoria da relatividade, somos os discípulos pródigos do tempo e da ciência e nossa missão é provar não só que é relativo um minuto com o Grande Amor e uma vida na tv com o Big Brother, mas também podemos ecoar por um bom tempo nossas vozes roucas e também para algumas milhares de pessoas (ou nenhuma quem sabe?) e dizer bem ALTO: podemos morrer, mas não vamos morrer de estarmos calados! Contudo, contamos com os silenciosos para que fiquem bem caladinhos quando suas cabeças forem esmigalhadas por seja lá o quem for e aos corajosos, saberem discernirem a diferença de compaixão e burro de carga de pobres coitados.

Voz dos jovens Desclassificados

Desclassifique-se!







Persa

Persa
"Falar a verdade e ser certeiro com as flechas, eis a virtude persa"

domingo, 15 de maio de 2011

Vítimas ou réus?

Como sempre, sem perder o costume de criticar, percebemos que nossas leis são confusas e muito divididas entre vários estatutos, emendas, artigos, paragráfos e babozeiras. Contudo, nesta confusão de leis temos um tema polêmico "maioridade", onde para a constituição os adolescentes chegam a ser crianças e ao mesmo tempo adultos, conforme a situação. Então, como destigüir-se pessoas com faixa etária entre 16 a 18 anos são realmente "perigosas" ou "inofensivas"!
Vemos crimes cometidos por menores, com eles vem a discursão sobre a necessidade da redução da maioridade e/ou aumento da pena do jovem infrator. Mas será que são apenas essas as medidas cabivéis para reduzir a violência dos jovens na sociedade? Será que apenas jogar esses infratores numa suposta Fundação Estadual do "Bem-Estar" do menor (FEBEM) que de bem-estar não tem nada,- seria a solução desse problema?
Por outro lado os nossos governantes não tomam uma contrapartida apesar de terem uma grande parcela de responsabilidade pelo fato desses jovens infratores estarem nessa situação. Pois como ninguém é cego. falta de tudo nesse país: Uma boa educação, emprego e principalmente valorização do jovem por parte de toda a sociedade.
Então, temos todos que encontrar a maneira mais coerente para solucionar este problema que cada vez mais vem se agravando na sociedade. Sendo assim não podemos decididamente, não vendar os olhos para os governantes que bagunçam esse país e deixar nas mãos deles, pois já sabemos o que eles resolveram durante 5007 anos: NADA!

Violência pra si!

Acorda de manhã
e recebe um Não... Ou “nada”!
E quando “acorda”!
Volta pra casa
triste, angustiado, na aflição...
“Pensa” no que vai “fazer”:
se for esperto, esperto vai ser!

E se não for?
- Não sei como vai se manter.
Não tem o que comer...
Fazer o quê? O que fazer!
Será que é preguiçoso?
- Preguiçoso, por quê?
Não tem o que comer...

Começa a pedir:
e se ganhar “muito”, vai se iludir.
“Pensa em si”: que “bom” assim.
Pensamento bobo,
pois não está vivo, está “morto”...

E como vai ficar isso?
- Não sei.
Sei que: Acorda de manhã
e recebe um Não... Ou “nada”!
E quando “acorda”!

Ai de mim... Violência pra si!

Nossa sociedade ainda não é inclusiva

Nossa sociedade ainda não é inclusiva. Há grupos de pessoas descriminadas até mesmo nas denominações que recebem como: inválido, excepcional, deficiente, mongol, manco, ceguinho, aleijado, demente etc. Algumas dessas palavras revelam preconceitos, pois através delas estamos dizendo que certas pessoas precisam mudar para que possam conviver na sociedade. O problema é do surdo, que não escuta o que é dito na TV e não da emissora que não coloca legenda; é do cego, que não pode ver e não do poder público que não atende suas necessidades básicas; é do cadeirante, que não pode subir escadas e não de quem aprovou uma construção sem rampas. Assim, dizemos que é responsabilidade das pessoas com deficiência a sua inserção na sociedade. Entretanto,
o termo Inclusão indica que é a sociedade e não a pessoa é quem deve mudar.
A limitação física da pessoa não diminui seus direitos, pois ela continua sendo cidadã que faz parte da sociedade como qualquer outra pessoa.
Chegou o momento de nos prepararmos para lidar com a diversidade humana. A responsabilidade não é apenas de um ou de outro, mas sim de todos. Pois nós, Desclassificados ou não, também temos que mudar se quisermos melhorar nossas atitudes. Não só o preconceito precisa acabar, mas também as relações preconceituosas.

EDITORAL- 2º Edição

Dizem que o que faz um texto literário é: blá, blá e blá, blá blá... E o que torna um texto jornalístico é: blá, blá e blá, blá blá... Mas o que faz um texto ser Desclassificado? Não sabemos e não queremos saber - esse papel de conceituar se um texto se encaixa nesse ou naquele modelo não é o nosso - mas temos coragem suficiente para estar/agir na realidade sem bancar uma de (im)parcial como certos jornalecos polichinelos.
Nem por isso nossas publicações têm pouco a dizer! E são demasiadas viris para não induzirem a tomarem a pílula azul para se garantirem com as “nêga”. Receitamos sim a diversão, como é o lema de muitos jovens, mas com o regozijo da libertinagem de não ter pelos na língua e não precisar de gato nem tão pouco ser uma Alice perdida, pois sabemos onde ir/falar e não incitar a irem para frente de uma certa telinha. Queremos fazer algo necessário e não reproduzir a mesma coisa.
Para a frieza, virtualidade e o sem compromisso da comunicação vigente, oferecemos acolhimento como reação a tanta indiferença. Tiramos o véu da naturalidade de situações mórbidas e mostramos a tragicidade que é morar ao lado ou dentro do medo, angústia, discórdia e dor. Pois é, textualizamos as alcunhas, que são utilizadas não só como elementos depreciativos, mas também como ferramentas separatistas/discriminatórias.
Sem perder o costume de criticar, demos uma olhada na constituição e vimos que ela é constituída de um elemento volúvel (e não nos pergunte qual!), pois uma vez que é cometido um crime por um "jovem marginal" em dano de um ser "civilizado", ou seja um jovem rico, a discussão do tema "Maior Idade" vem logo a tona, e ninguém sabe mais quem é maior (o dito marginal) e o menor (um jovem rico).
Neste Zine há denúncias claras de realidades deliberadamente logradas pela mídia e pelo Estado. O primeiro, porque optou pelo papel na sociedade de distanciar/manipular a realidade e a visão das pessoas. O segundo, porque forja uma constituição com a persona de que todos são iguais perante a lei, mas se mostra incompetente para resolver as contradições criadas por ele mesmo e acaba personificando o crime onde o povo é o mais lesado, roubado e negado - o povo pobre, pois povo é toda nação, mas os relegados são os que têm menos poder aquisitivo.
É, a sorte foi lançada há tempos. As trincheiras mostram muito bem de que lado o inimigo está e quem são seus lacaios. Eles já nos pintaram com as cores mais diversas, as mais sombrias; nos atacaram nos diversos flancos; tentaram e tentam sempre nos domesticar/moralizar; sordidamente querem nos comprar vendendo seus produtos e idéias/ideais. Porém o que mais impressiona, é a tamanha genialidade e cara de pau que em seus conchavos e planos parasitários querem nos fazer de iscas e prezas de seus projetos muitas vezes milionários e quase sempre domesticantes: "denuciem", "bebam, mas só se for com moderação". -Ah! Demagogos hipócritas! Sejamos brutos, selvagens, marginais, enfim, Desclassificados.

CONSUMA, LOGO EXISTA!

fale...
escreva...
noticie...
crie...
fale!
escreva!
noticie!
crie! Ou
Escute...
Leia...
Assista...
Copie... assim continue a:
Escutar!
Ler!
Assistir!
Copiar! E assim:
Fique calado,leia o que lhe escrevem,
compre o que lhe mandam e crie uma
nova forma de consumir/comprar e
seja um grandessíssimo pachorra
!
pachorra: lentidão, tranquilo.

A acolhida que gera escuta

A acolhida e a escuta são duas atitudes fundamentais para quem quer estabelecer diálogo. Porque não há escuta sem acolhida. Uma complementa a outra. Hoje em dia a acolhida e a escuta estão cada vez mais distantes; somos marcados pela indiferença até dos nossos vizinhos. Moramos um ao lado do outro, nos mesmos edifícios, mas não nos conhecemos e nem sequer nos cumprimentamos. Fugimos uns dos outros e nossa comunicação é cada vez mais fria, virtual, sem presença física e compromisso. O outro nos assusta e procuramos evitá-lo ao máximo. Ele se torna concorrente perigoso que deve ser evitado e até eliminado. Nós estamos também nos contaminando com o vírus do individualismo e do "indiferentismo" reinantes na sociedade. Os maiores culpados somos nós mesmos que nos fechamos em torno da televisão, a toda-poderosa que substitui qualquer diálogo. Ela não permite perturbação, ninguém deve atrapalhar a escuta da "senhora” tv. O espaço do diálogo fica ocupado pela "telinha". E a informática também vem contribuindo muito para piorar o problema; por meio do computador busca-se a "segunda vida", uma vida virtual, sem engajamento e compromisso com a sociedade. Sendo assim temos que nos tornarem mais acolhedores e acabar com essa ausência de diálogo.

sábado, 14 de maio de 2011

Hoje não tem novela (morte lenta)

Nos perguntamos a toda hora: onde mora o perigo?
Será que é na própria arma ou naqueles que por não ter o poder fazem uso dela para encontrá-lo? Ou até mesmo daqueles que por conta de uma simples farda recebem o "direito" de coagir, oprimir e até tirar a vida do próprio indivíduo? ( Não é assim que nos chamam?).
Esta não é mais uma história de um menininho de um bairro pobre e sem educação, mas o desabafo de uma comunidade que está cansada de apanhar e viver submissa a toda essa violência.
Tiros são escutados: mais uma noite de agonia ao ver uma mãe aos prantos por perder sua cria. Um jovem humilde acabava de ser baleado e se encontrava ao chão agonizando a sua morte lenta e lavrada de sangue. Esse é o assunto da noite, pois hoje não tem novela. Toda vizinhança sai de suas casas para prestigiar a novela da vida real. Enquanto isso, rumores se trocavam: - quem? como? porque?
Ouvia-se o agonizar do jovem e os gritos de seu executor: - “Se socorrer morre também!”
Impossibilitados de qualquer ação, esperávamos a chegada das autoridades, pois acreditávamos que eles poderiam resolver a situação. Mas estávamos enganados... Mesmo com a chegada da tal autoridade o jovem continuou a agonizar por mais de 40 minutos, enquanto essa mesma autoridade observava o seu debater como se esperassem seu último suspiro. Dessa forma o trabalho seria menor, e eles não precisariam sujar sua linda farda de sangue - foi que deu para entender no caso. Logo após o jovem ser jogado em uma viatura e ser levado ao hospital, o seu executor voltou a desfilar para sua apavorada platéia e em um tom sarcástico declamava para todos ouvirem: ele se garante, pegou a bala com a cabeça! E o assunto foi o mesmo até o tardar da noite, com o triste fim da novela da vida real. Não quero assustar, muito menos julgar, mas volto a perguntar:
Onde está o perigo? Na arma ou em quem as usam?
Não se apavorem, pois hoje não tem novela!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Deseducando para alienar.

Deseducando para alienar.

De que vale o poder de ensinar? No Estado em que vivemos, dos 184 municipios 107 apresentam índices de analfabetismo superiores a 35% e nos demais o percentual varia de 15% a 25% (dados da Secretaria de Educação). Esses alunos tem que vivenciar todos os dias o descaso do Poder Público e sua "secretaria de deseducação", que alimenta e estrutura a alienação social, mantendo a população sem informações, pois sem a educação é mais fácil de ser manipulados ou direcionados, mantendo esses pobres alienados sob o domínio do Poder Público. O qual não defende a existência de práticas educacionais que permitam aos "educadores" e alunos trabalharem as mudanças necessárias para a construção de uma sociedade na qual o capital não explore mais o tempo de lazer, pois as classes dominantes impõem uma educação para o trabalho alienante, com o objetivo de manter a população dominada/docilizada.

Com a implantação do sistema de ciclos nas escolas municipais (PE)', os alunos são aprovados por estarem apenas frequentando aquilo que chamam de sala de aula, e o que não é único fato irônico desta história, pois os "sem luzes" (alunos) não sabem assinar o seu próprio nome, não fazem o uso da leitura, não são reconhecidos como cidadãos, ou como o "futuro" desta bosta de país, além de não receberem nenhum incentivo/apoio pedagógico da parte de seus "educadores" (os quais deveriam facilitar o ensino dos jovens/educandos).
O aluno não deve ser educado para o mercado e sim para a vida. O "educador" tem que resgatar o sentido estruturante da educação de sua relação com o trabalho, as suas possibilidades criativas e recordar de transformar essas idéias e princípios em práticas concretas com ações que vão além dos espaços das salas de aula. A educação não pode ser encerrada no terreno estrito da prática didática da sala de aula, mas tem de sair ás ruas, para os espaços públicos, e se abrir para o mundo.

Rato

Liberdade!

Seus Desclassificados leiam esses textos em cadeia como se fosse um único; estão entre aspas e com o nome dos respectivos Filósofos; esses dois pensadores aparentemente de correntes contrárias ( porém eu diria diversas) queriam aquilo que cada um de nós como humanos queremos: Paz da alma/liberdade!
Desclassificadamente: Procópio
“(…) liberdade significa que os institos viris, os alegres institos de guerra e de vitória predominam sobre todos os outros instintos, por exemplo, sobre aqueles da “felicidade“. (…) O homen livre é guerreiro. – Como se mede a liberdade nos individuos e nos povos? Pela existência que compre vencer, pelo trabalho que costa para chegar ao alto. (…) Primeiro princípio: é preciso ter necessidade de ser forte, caso contrário, nunca se chega a sê-lo.” Nietzsche

“(…) (…) A política é a ciência da liberdade: o governo do homem pelo homem, sob qualquer nome que se disface, é opressão; a mais alta perfeição da sociedade se encontra na união da ordem e da anarquia.” Proudhon

(…) Temos que assumir perante nós mesmos a responsabilidade de nossa existência; (…). Devemos aborda-la com o mínimo de audácia e de temeridade, pois podemos perdê-la por qualquer coisa que venha a acontecer.” Nietzsche

Obs: esse(s) texto(s) foi(ram) usado(s) para discurção interna do grupo para a construção de um futuro Boletim. Agora estamos dividindo com quem quer sua parte (entenderam? Ah, ah

POLíTICA

POLíTICA

É muito triste falar dos congressos podres do mundo, principalmente no Brasil, que tem políticos lacaios que já estão a tempo enganando o povo com projetos tolos que não trazem benefício. Tem os políticos canalhas que tem a cara de pau de dizer que fizeram algo pelo país e quando vão fazer seu discurso só falam água. E o povão aplaude, pois não sabem que estão sendo enganados e se sabem, fazem que não sabem e se conformam, isto é que é triste.

Seria bom se a política no Brasil tivesse um pouco de competência, assim as pessoas não ficariam xingando homens que tentam mudar a situação do país. Com isso, roubam o dinheiro dos cofres públicos e o povo fica entregue as “baratas”, enquanto os mesmos andam de mercedes, tem duas ou três mansões e vários apartamentos, o pobre às vezes não tem nem uma casa para morar.

Mas infelizmente, quando falamos em politicagem, nos referimos a termos como: politicalha, politiquice ou outro nome que você achar pior, ao invés de ajudar.Comece a pensar que a politicagem se refere a uma lamentável injustiça que tira o valor, a moral e a ética profissional de qualquer um. Que vergonha: as pessoas estão sendo enganadas a troco de nada. Essa política podre do Brasil deve ser extinta, pois o povo deve saber em quem vai votar, colocando políticos honestos em cargos importantes que no futuro trará projetos importantes para “melhorar” a tudo e a todos.

Política é que cada um tenha uma boa consciência, para que voltem a ter na sociedade o seu valor, a sua moral e a sua ética profissional.

Que bom se existisse a verdadeira política, pois uma boa política não faz mal a ninguém, essa é a chamada “política da boa vizinhança”.

Tony